terça-feira, 14 de abril de 2026

A paciência de investir durante a euforia

 Estamos vivenciando o ciclo de alta contínua mais longo e expressivo que já acompanhei. O natural em um bull market é subir fazendo correções, deixando algumas janelas de oportunidade pelo caminho, mas o cenário atual tem sido diferente.

Por isso, a gestão da carteira está num ritmo bem mais pacato e quase monótono. O motivo é simples: meu radar é focado nas blue chips e eu sigo fiel à regra de "comprar ao som dos canhões". Se não há pânico, choro e ranger de dentes na bolsa, eu não abro a carteira.

Meus últimos aportes foram logo na primeira semana do ano, na época em que estava acumulando Petrobras. Desde então, assumi a postura de observador. Fui cuidar de outros passatempos e passei a destinar todos os proventos e prêmios de opções para a renda fixa com liquidez diária.

Como meu caixa de oportunidades está na casa dos 6% — um nível que considero muito baixo —, o momento agora é exclusivo para fazer reservas. Preciso ter munição financeira guardada para quando a liquidação de ações finalmente começar.

Nunca podemos esquecer que o mercado vira de cabeça para baixo de um dia para o outro, muitas vezes sem motivo claro. Se hoje até notícia ruim impulsiona a bolsa para cima, logo chega a fase em que uma notícia excelente será o gatilho para os preços caírem. O segredo é ter paciência, disciplina e caixa.

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